Pílula da matemática

O filho entra correndo na sala de estar, carregando entre os dedos uma barata que mexe suas seis patas desesperadamente. A mãe, deitada no sofá, passando o dedo sobre uma tela de Iphone, olha atônita para a situação.

– Você pode me emprestar o celular, mãe? Quero pesquisar sobre a barata, já contei suas patas: são seis, olha só. – o filho, com os pés sujos, caminha a passos largos marcando suas pegadas no limpo chão para chegar até a mãe. A mãe, acordando da pasmasse, se recolhe no canto do estofado e grita com a criança.

– Joga lá fora isso! E o chão, o chão, João Augusto! Se livra disso e se manda para o banho!

A criança para no meio da sala e, em uma última tentativa, suplica:

– O celular?

– Anda! Faz o que eu mandei fazer.

O filho, cabisbaixo, vai até o quintal e solta a barata em cima de uma folha seca. Por primeiro, coloca ela de cabeça para baixo e a vê se debater tentando voltar ao estado normal; ciente, depois de algum tempo, de que ela não conseguiria sozinha, virou-a e a olhou indo embora. Ele escutará um dia que baratas voavam, mas aquela não quis erguer as asas. Sequer tinha asas, notou. Deu meia volta e retornou para casa indo até a ducha.

Enquanto via maravilhado o barro e a lama de suas pernas e pés se dissolverem na água, a mãe abriu a porta e o informou que estava indo à casa de uma amiga.

Chegando na vizinha, a mãe contou toda a situação que se passou, sem falar, das coisas dos últimos dias, quando o filho comeu comida do cachorro, pois queria saber o gosto ou quando ficou juntando sementes dos frutos que comiam para plantar e ver se cresciam, fazendo um fuzuê na horta que, bom, ela nem utilizava. A sua amiga, também mãe, disse a ela: espere um instante, sente-se aí, já volto com a solução. Momentos depois ela retornou com uma caixinha de comprimidos escrito Ritalina metilfenidato. Deu-lhe, também, as seguintes recomendações: uma pílula por dia, logo após o almoço ou quando ele for começar a gastar sua energia, então, deixe ele no quarto com o livro de deveres, ou algo da escola, uma apostila, um caderno. A mágica acontece por si só.

No dia seguinte, a mãe informou ao filho que a partir dali ele iria tomar um remedinho, era para crescer melhor e mais saudável. Ele primeiro perguntou o que era, para que servia, qual era o gosto. A mãe, sabendo como lidar, disse que ele teria de experimentar.

– E ele tem nome, o comprimidinho? Perguntou o filho. Pílula da matemática, respondeu a mãe.

Assim que ele tomou, a mãe se dirigiu à sala e ficou lá, com o Iphone em mãos, o Netflix ligado, e atenta a qualquer ruído que poderia vir do andar de cima. As horas passaram e passaram, e o silêncio permaneceu. No fim do dia a mãe subiu para ver como o filho estava, se queria algo para comer. Ele estava debruçado sobre dois livros e um caderno, escrevendo compulsivamente, e disse que não sentia fome, esperaria pelo jantar. Maravilha! As pílulas funcionavam mesmo. Nunca vira o filho com tamanha sede pelo conhecimento.

No dia seguinte, a mesma coisa se procedeu, e depois e depois e depois…

Até que, um dia, quando a mãe estava vendo o último episódio de sua série, servida de uma pipoca e chocolate quente, o filho desceu correndo as escadas com duas folhas de papel cheias de palavras nas mãos. A mãe perguntou o que era aquilo, e o filho começou a falar:

– Isso é droga de kamikaze! Pílula da matemática, Ritalina, METILFENIDATO. Chame como quiser! São da família das anfetaminas, eu sei, sei de tudo. Andei lendo aqueles livros velhos do armário do vovô, Barsa o nome, se não me engano. Isso que você está me dando, é para reduzir minha impulsividade? É uma droga, mãe, uma droga! Igual as que passam na televisão, essas, porém, eram usadas na guerra, estamos em guerra, mãe? Olha aqui, tá tudo anotado. Charles Bradley foi o primeiro a descobrir, em 1937, quando fez um teste com um grupo de crianças receitando anfetaminas a elas, anos depois, quando começou a guerra fria, e os países precisavam de suas criancinhas quietas e obedientes, como eu estava, começaram a receitar esse tal de metilfenidato, que também é uma anfetamina. Se você não está entendendo direito, vou te situar, sabe aquela série Breaking Bad? Lá tem a metanfetamina, que também é uma parente da inocente pílula da matemática e da anfetamina, e você estava dando isso para mim? E se eu me viciar mãe? Tenho doze anos. Como será meu futuro? Me recuso a tomar isso, a não ser que você me envie para a guerra. E agora – disse tirando a camisa branca que usava – vou lá fora.

A mãe, pasma com a situação, desligou a televisão e ficou em silêncio olhando a parede. Um vento entrou na casa pela porta que ele saiu, e balançou as duas folhas que ele havia preenchido de palavras: seu pequeno relatório. Ela se recostou no sofá e permaneceu quieta. Tinha um filho cientista, e não sabia como lidar.


Educação sobre a química da vida

A Química Orgânica, assim como todas as outras subáreas da Química, tem um potencial enorme em contextos e temas para as aulas. Neste texto destacarei alguns desses contextos e algumas informações úteis, para que o professor ou estudante interessado procure mais sobre os seus estudos em Química Orgânica, já que esta pode ser até mesmo chamada de química da vida.

Chamo de química da vida, pois estamos falando dos compostos presentes desde a formação da Terra, além de nos auxiliar sobre o estudo de uma possível vida extraterrestre. Assim como discute Callefo (2017), a vida ainda é um mistério que intriga os cientistas, mas há muitos indícios de que na formação da Terra havia energia provinda de raios, em um ambiente cheio de dióxido de carbono, nitrogênio, água, amônia e metano, que pode ter sido o berço para a nossa primeira forma de vida. Ainda segundo Callefo (2017), a argila, ou seja, um material composto de vários sais, de silício, ferro, sódio e muitos outros, era abundante e também averiguada em outros lugares – com pouca quantidade de oxigênio – assim como nos primeiros dias da vida na Terra. Foram investigados compostos orgânicos e argila em Ceres, um planeta anão, ou ainda, o maior asteroide do Sistema Solar. Isto pode nos dar indícios de como a Terra era antes de a vida ocorrer.

Esse contexto amplo de vida extraterrestre é um meio para auxiliar na contextualização de conteúdos que envolvam os principais compostos orgânicos e demonstrar onde estes podem ser encontrados.

Na notícia de Callefo (2017), sobre as argilas, ela cita sobre a formação do RNA, como um composto para a formação da vida. Neste sentido, o que seria o RNA? Este pode ser considerado como a porta de entrada para compreender a Química Orgânica da vida e sua formação inicial.

Outra pergunta interessante, em consequência dessa primeira, é a possibilidade de vida com compostos diferentes dos orgânicos, uma vez que a Química Orgânica estuda os compostos de cadeia carbônica, então se os organismos se formassem com outros elementos, como por exemplo o Si (silício)?

O artigo “A química da vida como nós não conhecemos“, escrito por Pablo Rampelotto (Quím. Nova, vol.35, no.8. São Paulo, 2012), descreve um pouco sobre a filosofia que existe no conceito da vida e traz interessantes compostos que poderiam formar cadeias, assim como o carbono, e formar novas alternativas de vida. Ele cita sobre vida à base de amônia, silício, dentre outros compostos.

Ainda para a vida, o assunto de Química Orgânica pode ser destacado em todos os lugares, como na sociedade, a vida, já não mais como conceito de composição química, mas como vida social. Desta maneira como seria sua vida sem o plástico? Cadeias carbônicas gigantes, chamadas de polímeros são o que nos auxiliam hoje em quase todos os lugares. Uma característica dos plásticos é que estes podem ser moldáveis, duros, moles, resistentes ao calor ou o frio e têm uma praticidade incrível de acordo com o seu uso. Os polímeros devem ser feitos de diferentes formas e com variadas moléculas para que tenham a característica desejada, termoplástico, dureza ou resistência. Uma notícia interessante sobre o uso de polímeros é na utilização de uma impressora 3D, que utiliza plástico de origem vegetal, para a fabricação de ferramentas no espaço para a NASA, como por exemplo uma chave de fenda para reparos nas máquinas (G1, 2016).

Mas não podemos esquecer ainda da Química Orgânica dos detergentes, aromas, dos medicamentos e vários outros produtos que o estudo desta química nos propicia a entender. Até mesmo podemos descobrir como a humanidade pode se desenvolver a partir do entendimento desses produtos orgânicos na história e como esses novos produtos que estão sendo desenvolvidos nos auxiliará futuramente.


Referências:

CALLEFO, Flávia. Compostos orgânicos extraterrestres e a origem da vida na Terra. PaleoMundo. 2017. Disponível em:<https://www.blogs.unicamp.br/paleoblog/2017/03/20/compostos-organicos-extraterrestres-e-origem-da-vida-na-terra/&gt;. Acesso em : 06 de mar. 2020.

G1. Plástico feito de planta, desenvolvido no Brasil, está sendo usado pela Nasa. 2016. Disponível em:<http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/11/plastico-feito-de-planta-desenvolvido-no-brasil-esta-sendo-usado-pela-nasa.html&gt;. Acesso em: 17 de mar. de 2020.

A História da Química Orgânica

Figura 1 – Cientistas citados no texto. Tobert Bergman, Jöns Jacob Berzelius, Friedrich Wohler e John Davy, respectivamente.

Atualmente, a Química Orgânica é considerada a química que estuda os compostos que contém o elemento Carbono, entretanto, nem sempre esse pressuposto esteve bem estabelecido. Nos próximos parágrafos segue uma breve retomada do percurso histórico da Química Orgânica, entretanto, para uma leitura mais aprofundada sobre o assunto ao fim do texto encontram-se as referências que podem ser de grande valia.

Em 1970, Tobern Bergman, diferenciou substâncias “orgânicas” e “inorgânicas”, em que, os compostos orgânicos poderiam ser obtidos de organismos vivos, ao contrário dos compostos inorgânicos que tinham origem não-viva. Nesse período, acreditava-se na “Teoria da Força Vital” ou vitalismo, defendida especialmente por Jöns Jacob Berzelius, que dizia que os compostos orgânicos não poderiam ser sintetizados em laboratório, já que precisavam de uma “força vital” para existir.

No entanto, em 1828, Friedrich Wöhler sintetizou uréia, substância previamente encontrada urina, a partir da evaporação de uma solução aquosa de cianato de amônio. Em 1811, John Davy, já havia realizado a mesma síntese, porém, o produto não fora identificado, por isso, a síntese de Wöhler é considerada um marco, já que a partir dela, a Teoria da força vital foi sendo desacreditada.

Com a sintetização de vários compostos orgânicos a partir de meados do século XIX a Química orgânica foi se potencializando ainda mais. Em 1848, Leopold Gmelin reconheceu o elemento químico como fundamental nos compostos de carbono, e dez anos depois Friedrich August Kekulé estabeleceu a Química Orgânica como a química dos compostos de carbono.

Durante a I Guerra Mundial, com a falta de acesso a inúmeros produtos químicos como corantes, drogas, solventes etc. e técnicas protecionistas, a química orgânica teve um salto, já que sua prática em países como Suíça, Inglaterra e Estados Unidos. Nesse período, o petróleo começou a ganhar destaque como fonte de energia, associado ao gás natural e aos produtos de fermentação tornando possível o desenvolvimento dos materiais e produtos orgânicos que hoje conhecemos.


Referências:

FERREIRA, M. et al. Química orgânica. 3. ed. Porto Alegre: Bookman Editora, 2009.

SOLOMONS, G. FRYHLE, C. G. Química Orgânica, volume 1. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

Entrevista com Nadine Inácio

Nadine Inácio é graduada em Licenciatura em Química pela Udesc desde 2018 e mestra em Química Aplicada pela Udesc-CCT desde 2020, com o projeto defendido na área de Química Orgânica com a linha de pesquisa em desenvolvimento de sondas contendo átomos de selênio e telúrio para determinação de excesso enantiomérico via RMN, sob a orientação do Prof. Dr. Rogério A. Gariani.

  • Como se deu a construção da sua carreira acadêmica até então?

No fim do Ensino Fundamental tive o primeiro contato com a disciplina de Química e me interessei muito! Esse interesse foi consolidado no Ensino Médio e fez com que eu prestasse vestibular para duas universidades da região. Ao comparar as matrizes curriculares de ambos os cursos, optei por cursar Licenciatura em Química, na UDESC Joinville, em 2014/1. Me formei em fevereiro de 2018 e novamente tive que fazer mais uma escolha: continuar a carreira acadêmica ou ingressar no mercado de trabalho. Passei em dois processos seletivos para Mestrado em Química e escolhi continuar na UDESC e cursar o Mestrado em Química Aplicada. Finalizei o mestrado obtendo o grau de mestra em Química Aplicada em maio do ano passado.

  • De qual (is) maneira (s) sua trajetória durante a graduação influenciou para que estivesse onde está hoje?

Durante a graduação existem momentos bons e ruins. Momentos em que você gosta do que está fazendo e momentos que você se pergunta “Por que estou fazendo isso?”. E tudo gera aprendizado: desde a afinidade com algumas disciplinas, assim como a frustração por não ir bem em alguma matéria. E aprender a lidar com esses momentos me levaram onde estou hoje.

  • Como surgiu o interesse pela Química Orgânica, tema dessa edição do Jornal?

O interesse em Química Orgânica surgiu no final de 2016, ao cursar a disciplina de Métodos Físicos de Análise Orgânica, ministrada na época pelo prof. Dr. Samuel R. Mendes. Conhecer algumas técnicas de caracterização de compostos orgânicos fez surgir o interesse em continuar estudando Química Orgânica após a graduação. Durante o mestrado, tive a oportunidade de aprender mais sobre síntese orgânica e aprimorar meus conhecimentos em técnicas de caracterização, principalmente a técnica de RMN.

  • Qual é sua percepção acerca do programa de mestrado que participou?

Comparado com os demais programas de mestrado em Química existentes, o Programa de Pós-Graduação em Química Aplicada é relativamente novo, com grandes chances de crescimento. As linhas de pesquisa estão cada vez mais se consolidando e alguns equipamentos vem sendo adquiridos como forma de complementar os estudos e contribuir para o desenvolvimento tanto do programa de mestrado quanto para o curso de graduação. Somando a isso, temos professores qualificados e alunos engajados com seus projetos de pesquisa.

  • Qual foi o tema da sua pesquisa? Conte-nos mais sobre o que a levou a escolher o tema, e como foi o desenvolvimento inicial da pesquisa.

O projeto de pesquisa realizado foi a junção da Síntese Orgânica com a técnica de Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN). A ideia do trabalho foi aplicar alguns compostos contendo átomo de Selênio ou Telúrio como sonda para estudar o excesso enantiomérico via Derivatização e Solvatação Quiral. A linha de pesquisa foi escolhida por eu ter me interessado na disciplina de Métodos Físicos de Análise Orgânica e o projeto foi escolhido pelo meu orientador, prof. Dr. Rogério A. Gariani. Com relação ao desenvolvimento inicial da pesquisa, este foi de grande aprendizado, pois por mais que alguns tópicos tenham sido estudados na graduação, no mestrado o conhecimento foi aprofundado.

  • O que recomenda para os acadêmicos que pretendem ingressar no programa? Quais as dicas para aqueles alunos da graduação, em especial os calouros, para enfrentar os obstáculos existentes na graduação?

A minha principal recomendação para aqueles que querem ingressar no mestrado é buscarem conhecer as linhas de pesquisa (você pode encontrar na página do programa no site do CCT) e conversar com os professores e alunos do programa. E, antes de entrar no programa, busquem participar dos projetos como alunos de Iniciação Científica, que é uma oportunidade para você conhecer a dinâmica do laboratório, conhecer de perto a linha de pesquisa e aprimorar seus conhecimentos.


Entrevista com o Prof.Dr. Gustavo Silva Queiroz

  • Como se seguiu sua trajetória acadêmica até aqui?

Sou natural de Itabuna, interior da Bahia, conterrâneo do grande escritor Jorge Amado. Saí de casa aos 19 anos, passando por São Paulo e, finalmente, fui para Florianópolis, onde cursei o Pré-vestibular Popular da UFSC. Fui aprovado em meu primeiro vestibular para o curso de Química da UFSC. Nos primeiros anos do curso, conciliar trabalho e estudo tornou a tarefa de fazer faculdade muito difícil, por isso tranquei a faculdade por um ano. Saí do trabalho e retomei o curso trabalhando como bolsista em uma secretaria de departamento e depois monitor de laboratório de físico-química, onde montava e testava os experimentos para os cursos de química e farmácia. Durante a graduação passei por alguns laboratórios de pesquisa: Bioquímica, onde trabalhei isolando o DNA plasmidial de bactérias para serem submetidos a bioensaio de clivagem por complexos metálicos; Laboratório de Absorção Atômica, onde comecei a aprender uma técnica de pré-concentração de amostras chamada extração em ponto-nuvem para análise em espectrômetro de absorção atômica em forno de grafite; Laboratório de Engenharia Química, acompanhando um trabalho de doutorado sobre síntese de biodiesel utilizando lipases; e finalmente entrei no Laboratório de Química de Produtos Naturais, LQPN, do departamento de Química da UFSC, onde desenvolvi meus projetos de TCC, Mestrado e Doutorado. Neste período no LQPN estudei diferentes plantas sob o ponto de vista biológico, aplicando diferentes bioensaios e, sob o ponto de vista fitoquímico, aplicando técnicas cromatográficas para separação e purificação, assim como técnicas para caracterização como espectroscopia de infravermelho (do inglês, IR), espectrometria de massas (do inglês, MS) e ressonância magnética nuclear (do inglês, NMR). Após dois anos de doutorado, fui contemplado com uma bolsa de um ano de doutorado sanduíche e executei parte do meu projeto de pesquisa na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, onde trabalhei com ensaios enzimáticos de alta resolução utilizando cromatografia líquida de alta eficiência (do inglês, HPLC) e técnicas hifenadas de HPLC com MS e NMR todas aplicadas a plantas medicinais. Trabalhei durante um semestre como professor substituto no IFSC, Campus São José, onde lecionei no Ensino Médio e no Curso de Licenciatura em Química. Desde 2017 atuo como Professor Colaborador no CCT-UDESC, onde já lecionei para os cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção e Sistemas, e nos cursos de Licenciatura em Química e Licenciatura em Física.

  • Quais elementos da sua formação influenciaram para que você atuasse na área de ensino?

Não sei dizer o que exatamente me influenciou, mas posso dizer que desde criança sempre tive fascínio por aprender de tudo o que eu via as pessoas fazendo como consertar minha própria bicicleta, construir brinquedos com lixo, tocar um instrumento, consertar coisas em casa etc. Além de sentir satisfação em aprender, eu percebi que também gostava de ensinar o que aprendia e vibrava quando a outra pessoa também aprendia. Quando trabalhei numa empresa de telecomunicações, fui convidado a ministrar treinamentos para recém-contratados, sendo esta a minha primeira experiência formal como docente. Durante a faculdade sempre recebia comentários de colegas que reforçavam minhas habilidades para docência.

  • Quais os conselhos que você daria para aqueles acadêmicos que pretendem seguir uma carreira como a sua?

Primeiro de tudo: pegue gosto por aprender e faça de si mesmo o seu laboratório de aprendizagem, pois se você se experimenta aprendendo fica mais fácil compreender como o outro aprende. Em segundo lugar, encante-se sempre com a ciência, pois é sempre bom ter aula com um professor que, além de acreditar no que está ensinando, o faz com empolgação. Finalmente, não jogue sobre si toda a responsabilidade pelo aprendizado do outro, pois é uma tarefa que requer compromisso de ambas as partes. 

  • Em relação ao ensino de Química Orgânica, quais seriam as maiores dificuldades enfrentadas pelos alunos? O que poderia ser feito para amenizar estas dificuldades?

Na graduação, o que pude observar é que alguns alunos ainda não compreendem bem o modelo atômico e os modelos de ligação. Isso dificulta o entendimento dos conceitos de ácidos e bases, que são fundamentais no estudo das reações e mecanismos em Química Orgânica assim como os fenômenos físicos relacionados às técnicas de Análise Orgânica. Àqueles que estão no início do curso eu aconselho que aproveitem as disciplinas de Química Geral e Química Inorgânica para estudar bem esses conteúdos e, àqueles que já estiverem matriculados nas disciplinas da área da Orgânica, aconselho que aproveitem o período de férias/recesso para revisar estes conteúdos. E para todos vocês, eu aconselho a leitura dos livros-texto das disciplinas e aproveitem a oportunidade de tirar suas dúvidas nos horários de atendimento dos seus professores.

  • Pode, por gentileza, nos contar um pouco sobre suas pesquisas de mestrado e doutorado?

Como Professor Colaborador não desenvolvo Pesquisa na UDESC. Porém, durante meu mestrado e doutorado trabalhamos na busca de compostos que apresentassem diferentes atividades biológicas. Majoritariamente focamos nossa busca em plantas medicinais aplicando bioensaios e diferentes técnicas cromatográficas para separação e análise. Também recorremos à síntese e orgânica tanto para obter compostos puramente sintéticos quanto para fazer modificações estruturais nos compostos naturais visando aumentar sua atividade biológica ou reduzir sua toxicidade. Todos estes compostos eram caracterizados através das técnicas de IR, UV, MS e NMR conforme a necessidade. Dentre as atividades biológicas estudadas estão antioxidantes, anti-inflamatória, anti-câncer, antibacteriana, antifúngica, contra a tuberculose diabetes, alzheimer etc., a maioria dos estudos realizados em parceria com outros grupos de pesquisa em diferentes universidades brasileiras.

  • Do ponto de vista de educador, como avalia o momento atual da Educação Brasileira?

“A crise na educação não é uma crise, é um projeto”. Esta frase foi dita nos anos 1980 pelo antropólogo e escritor Darcy Ribeiro, autor da obra transformada em documentário “O Povo Brasileiro”. Na minha avaliação, estamos atravessando um momento histórico bastante delicado da ascensão do autoritarismo no país que, assim como na época da ditadura civil-militar, atinge em cheio a educação. Acho importante ressaltar que o momento atual da educação brasileira é resultado de um projeto, literalmente. Vamos lembrar que, logo após o golpe parlamentar de 2016, foi aprovada a “PEC do teto” (EC 95), com voto favorável do então deputado federal e atual presidente. Esta EC congelou por 20 anos o investimento público no âmbito federal, inclusive em saúde e educação e vem “estrangulando” o orçamento das universidades de modo a nos tornar reféns de projetos que proponham cobrança de mensalidades nas universidades públicas que, nem assim resolverá o problema. Desde o início de 2019 vimos o governo federal impor cortes bilionários no orçamento das universidades e institutos federais, em que algumas universidades tiveram que dispensar os serviços de funcionários terceirizados, algumas não tinham dinheiro pra pagar a conta de energia elétrica etc. Também houve cortes de bolsas de pós-graduação e vários projetos de pesquisa e extensão afetados. Além dos cortes financeiros vimos se espalharem várias mentiras sobre as universidades como a que as universidades federais têm plantação de maconha, isto dito pelo próprio ministro da educação, e o presidente dizer que as universidades públicas não fazem pesquisa, além do caos no ENEM. Para mascarar toda a sua incompetência para gerir o bem público e ignorando toda a real demanda da educação, a atual gestão do executivo e seus ministros, especialmente o da educação, estão mais preocupados em alimentar teorias conspiratórias como a de um tal de “Marxismo Cultural”, o mesmo “Bolchevismo Cultural” requentado da Alemanha dos anos 1930. Os membros do atual governo e seus apoiadores também atacam diuturnamente o grande educador e patrono da educação brasileira, Paulo Freire que, diga-se de passagem, conquistou 48 títulos Doutor Honoris Causa em diversas universidades pelo mundo. Paulo Freire vem sendo perseguido desde a Ditadura Civil-Militar Brasileira justamente pela experiência de sucesso “40 horas de Angicos”. Nesta experiência, a meta de alfabetizar 300 pessoas em 40 horas na cidade de Angicos-RN foi atingida e seria multiplicada através de milhares de núcleos de ensino no chamado “Plano Nacional de Alfabetização”, mas foi interrompida após o Golpe de 1964. Isto o levou a se exilar do país e seu método além de não ser aplicado, quem o tentasse era perseguido. Isso tem nome: é o “projeto de desmonte do serviço público” e não estamos dando conta de barrá-lo. Encerro com uma fala de Paulo Freire: “Gostaria que nós todos tomemos um tal gosto pela liberdade, pela presença no mundo, pela pergunta, pela criatividade, pela ação, pela denúncia e pelo anúncio que jamais seja possível no Brasil a gente voltar àquela experiência (ditadura) do pesado silêncio sobre nós”.


Química Orgânica

Até as primeiras décadas do século XIX, pouco se conhecia sobre os compostos orgânicos e o senso comum levava à crença de que esses eram derivados dos “organismos vivos”: as plantas e os animais. Acreditava-se nisso porque, desde a Antiguidade, os povos retiravam corantes de plantas para tingir roupa ou para preparar bebidas a partir da fermentação de uvas. No século XVIII,  Carl Wilhelm Scheele conseguiu isolar o ácido tartárico da uva, o ácido cítrico do limão, o ácido lático do leite, a glicerina da gordura e a uréia da urina. Em 1777, Torbern Olof Bergam foi o primeiro a expressar a diferença entre substâncias “orgânicas” e “inorgânicas”. Compostos orgânicos eram definidos como compostos que poderiam ser obtidos a partir de organismos vivos e os compostos inorgânicos eram aqueles originados de fontes não-vivas. Neste mesmo período, Antoine Laurent de Lavoisier analisou muitos compostos orgânicos e verificou a presença do elemento químico carbono em todos eles.

Em 1807, o químico sueco Jöns Jakob Berzeluis defendeu a teoria da Força Vital, onde somente os organismos vivos seriam capazes de produzir os compostos orgânicos. Isto queria dizer que era impossível obter uma substância orgânica se não fosse a partir de um ser vivo. A teoria da Força Vital foi logo aceita pelos químicos da época, uma vez que nenhum composto orgânico havia sido obtido artificialmente até então. Sendo assim, a ideia de Berzelius perdurou por alguns anos, sem sofrer questionamentos. Por volta de 1816, essa teoria da Força Vital foi abalada quando Michel Chevreul descobriu que o sabão, preparado pela reação de álcalis com gordura animal, poderia ser separado em diversos compostos orgânicos puros, que ele próprio denominou “ácidos graxos”. Pela primeira vez, uma substância orgânica (gordura) fora convertida em outras (ácidos graxos e glicerina) sem a intervenção de uma força vital externa.

Fonte: MCMURRY, 2005

Mais adiante, a teoria da Força Vital foi derrubada pelo químico alemão Friedrich Wöhler quando, em 1828, sintetizou a ureia a partir do cianato de amônio, que antes só podia ser obtida através da urina dos animais. Também foram feitas outras sínteses, como a do metanol e a do acetileno. Em 1845, Adolphe Wilhelm Hermann Kolbe sintetizou pela primeira vez um composto orgânico a partir de seus elementos químicos, sintetizando então o ácido acético (constituinte do vinagre). Desta época em diante, os químicos passaram a acreditar que qualquer outro composto orgânico poderia ser sintetizado. A ideia de que todo composto orgânico vinha de seres vivos foi abandonada. Friedrich August Kekulé, em 1858, propôs um novo conceito para Química Orgânica, utilizado até hoje: “Química Orgânica é a parte da Química que estuda os compostos que contém carbono”.

O carbono é capaz de formar uma diversidade imensa de compostos, desde o mais simples até o mais surpreendentemente complexo, por exemplo, o metano com um único átomo de carbono, ao DNA, que pode conter alguns bilhões de átomos. Os compostos orgânicos existem em maior quantidade em relação aos inorgânicos: hoje já são conhecidos milhões de compostos orgânicos, sendo uma das áreas mais estudadas na indústria química e na indústria do petróleo. Assim, foi possível fabricar polímeros como o náilon, o poliéster, o teflon, o raiom etc. Como compostos naturais orgânicos, podemos citar o petróleo, gás natural, carvão mineral, dentre outros; como compostos orgânicos sintéticos, podemos citar os plásticos, corantes, medicamentos, inseticidas, roupas etc.

A Química Orgânica também tem seu papel de destaque em uma das maiores premiações científicas do mundo: o Prêmio Nobel. Desde sua primeira edição, em 1901, a área foi a de maior destaque nas premiações no campo da Química. Dentre as laureadas, pesquisas envolvendo as áreas de: Química Orgânica Geral, que abrange as produções que auxiliaram na compreensão do modo com que as moléculas interagem e suas funções em reações químicas; Química de Produtos Naturais, responsável por desvendar estruturas de compostos produzidos por organismos vivos e a compreensão de suas funções no meio biológico; Metodologias em Química Orgânica, que dizem respeito ao campo de desenvolvimento de substâncias específicas abrangendo diversas técnicas com objetivo de reunir estruturas moleculares e conectá-las de maneira adequada a fim de desempenhar papéis em meios diversos; e Química de Polímeros, que abrange as pesquisas que desvendam o processo de criação das longas cadeias poliméricas, as quais apresentam múltiplas aplicações na sociedade. Como se pode observar, a Química Orgânica apresenta um papel de destaque na sociedade.


Referências:

NOBEL PRIZE. Nobel Prizes in Organic Chemistry. 2009. Disponível em: <https://www.nobelprize.org/prizes/uncategorized/nobel-prizes-in-organic-chemistry&gt;. Acesso em: 21 mar. 2020.

MCMURRY, J., Química Orgânica, vol. 1º edição, Editora Thomson, 2005.

SOLOMONS, T.W.G., FRYHLE, C.B., Química Orgânica, v1.Editora LTC, 2000.

As vacinas contra o COVID pelo mundo

Figura 1 – Representação do mundo e a utilização de máscaras. Fonte: DMT

Constantemente ouvimos falar sobre as notícias das vacinas e os problemas governamentais sobre fake news e outros assuntos relacionados a compra da vacina para este ano. Pensando nestes problemas e notícias com poucas informações, resolvemos apresentar as distribuições e produções das vacinas pelo mundo.

Atualmente no Brasil temos a distribuição de duas marcas: Coronavac e AstraZeneca (ChAdOx1 nCoV-19).

Coronavac

Tem sua produção realizada no Brasil, pelo Instituto Butantã e seu desenvolvimento foi realizado pela empresa farmacêutica Sinovac, sendo a primeira vacina a ser apresentada no Brasil. Sinovac é uma empresa da China, que obteve bastante problemas para sua obtenção e uso, justamente por causa de fake news e complicações políticas ideológicas.

ChAdOx1 nCoV-19 (AstraZeneca)

O desenvolvimento desta vacina, com nome oficial de ChAdOx1 nCoV-19, porém mais conhecida como AstraZeneca, vem do Reino Unido, em parceria da empresa AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Sua produção também é brasileira, feita pelo instituto Fiocruz.

Pfizer

Seu desenvolvimento e produção é realizado pela parceria da empresa norte-americana Pfizer e a farmacêutica BioNTech. A distribuição no Brasil ainda está sendo considerada, entretanto, será utilizada no Brasil em voluntários para teste de eficácia.

Janssen

Tem a produção e desenvolvimento pela empresa farmacêutica Johnson & Johnson, dos Estados Unidos. Esta vacina ainda não tem distribuição no Brasil, porém foi utilizada em voluntários para verificar sua eficácia.

Estas vacinas citadas são as mais conhecidas com utilização no Brasil. Ainda há muitas vacinas sendo testadas pelo mundo e suas fases de teste e produção ainda estão ocorrendo. O site COVID-19 vaccine tracker, apresenta uma linha do tempo com todas as vacinas candidatas para o uso contra o COVID-19, apresentando suas fases de uso e tipos de vacinas, além de apresentar quais estão sendo utilizadas e quais ainda estão em fase de teste. Este site pode ser acessado pelo link: https://vac-lshtm.shinyapps.io/ncov_vaccine_landscape/_w_4629f339/# A produção deste conteúdo é realizado pela London School of Hygiene & Tropical Medicine, o site é inteiramente em inglês.

Ainda é possível obter outras informações sobre quais vacinas estão sendo utilizadas pelo mundo através do site Visual Capitalist que apresenta a compra e venda de todas as vacinas entre os países e as vacinas já produzidas.

Figura 2 – Quantas vacinas produzidas estão sendo vendidas? Fonte: Visual Capitalist.

Outro site de informações importantes que podemos acessar os dados das vacinas que são produzidas e distribuídas por cada país é o Our World in Data, que apresenta vários dados em gráficos e tabelas sobre as vacinações em andamento, distribuição e outros dados sobre a COVID-19.

A seguir a tabela disponibilizada pela Our World in Data, que apresenta o país, a fonte de informação, última data da informação e vacinas distribuídas no país. O site é produzido em parceria com a Universidade de Oxford.

LocalizaçãoFonteData da última observaçãoVacinas
ArgentinaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Sputnik V
ÁustriaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
BarémMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech, Sinopharm
BélgicaSciensanoJaneiro 28, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
BermudaMinistry of HealthJaneiro 23, 2021Pfizer/BioNTech
BrasilRegional governments via Coronavirus BrasilJaneiro 29, 2021Oxford/AstraZeneca, Sinovac
BulgáriaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
CanadáGovernment of CanadaJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
ChileDepartment of Statistics and Health InformationJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
ChinaNational Health CommissionJaneiro 27, 2021CNBG, Sinovac
Costa RicaNational Health CommissionJaneiro 25, 2021Pfizer/BioNTech
CroáciaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
ChipreMinistry of HealthJaneiro 22, 2021Pfizer/BioNTech
República TchecaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
DinamarcaStatens Serum InstitutJaneiro 28, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
EcuadorGovernment of EcuadorJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
InglaterraGovernment of the United KingdomJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech
EstôniaNational Health BoardJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
FinlândiaFinnish Institute for Health and WelfareJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
FrançaPublic Health FranceJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
AlemanhaRobert Koch InstitutJaneiro 28, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
GibraltarGovernment of GibraltarJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
GréciaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
HungriaGovernment of HungaryJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
IslandiaDirectorate of HealthJaneiro 27, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
IndiaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Covaxin, Oxford/AstraZeneca
IndonésiaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Sinovac
IrlandaHeath Service ExecutiveJaneiro 27, 2021Pfizer/BioNTech
Ilha de ManIsle of Man GovernmentJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
IsraelGovernment of IsraelJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
ItáliaExtraordinary commissioner for the Covid-19 emergencyJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
KuwaitMinistry of HealthDecember 28, 2020Pfizer/BioNTech
LetôniaNational Health ServiceJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
LituâniaMinistry of HealthJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
LuxemburgoGovernment of LuxembourgJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
MaltaMinistry of HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
MéxicoSecretary of HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
MyanmarMinistry of HealthJaneiro 27, 2021Oxford/AstraZeneca
HolandaNational Institute for Public Health and the EnvironmentJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
Chipre do NorteMinistry of HealthJaneiro 22, 2021Pfizer/BioNTech, Sinovac
Irlanda do NorteGovernment of the United KingdomJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech
NoruegaNorwegian Institute of Public HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
OmãMinistry of HealthJaneiro 27, 2021Pfizer/BioNTech
PanamáMinistry of HealthJaneiro 24, 2021Pfizer/BioNTech
PolôniaMinistry of HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
PortugalNational Health ServiceJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
RomêniaGovernment of RomaniaJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
RússiaRussian Direct Investment FundJaneiro 13, 2021Sputnik V
Arábia SauditaSaudi Health CouncilJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
EscóciaGovernment of the United KingdomJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech
SérviaGovernment of SerbiaJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech, Sinopharm, Sputnik V
SeychellesExtended Programme for ImmunisationJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Sinopharm
SingapuraMinistry of HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
EslováquiaMinistry of HealthJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
EslovêniaNational Institute of Public Health, via SledilnikJaneiro 28, 2021Pfizer/BioNTech
EspanhaMinistry of HealthJaneiro 28, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
SuéciaPublic Health Agency of SwedenJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech
SuíçaFederal Office of Public HealthJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
TurquiaCOVID-19 Vaccine Information PlatformJaneiro 29, 2021Sinovac
Emirados Árabes UnidosNational Emergency Crisis and Disaster Management AuthorityJaneiro 29, 2021Pfizer/BioNTech, Sinopharm
Reino UnidoGovernment of the United KingdomJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech
Estados UnidosCenters for Disease Control and PreventionJaneiro 29, 2021Moderna, Pfizer/BioNTech
País de GalesGovernment of the United KingdomJaneiro 28, 2021Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech
Tabela 1: Distribuição das vacinas pelo mundo. Fonte: Our World in Data.

Na tabela ainda são apresentadas outras vacinas que são distribuídas, como a Sputinik V, produzida e distribuída pela Rússia, bem famosa pelo fato de algumas notícias desacreditarem a eficácia da vacina e sua distribuição acelerada na Rússia. Outras que são apresentadas são a Sinopharm (China), Moderna (Estados Unidos), Covaxin (Índia), CNBG (China).


Referências:

BOTALLO, Ana. Vacina da Janssen de dose única é eficaz contra a Covid, mas proteção contra novas variantes preocupa. Folha de São Paulo. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/01/vacina-da-janssen-de-dose-unica-e-eficaz-contra-a-covid-mas-protecao-contra-novas-variantes-preocupa.shtml. Acesso em: 29 de jan. 2021.

PARAIZO, Lucas. Astrazeneca e CoronaVac: as diferenças entre as vacinas da covid-19 em SC. NSCTotal. 2021. Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/noticias/astrazeneca-e-coronavac-as-diferencas-entre-as-vacinas-da-covid-19-em-sc. Acesso em: 29 de jan. 2021.

PFIZER. COVID-19 – Principais Perguntas & Respostas sobre Vacina Pfizer e BioNTech.2020 Disponível em:https://www.pfizer.com.br/sua-saude/vacinacao/covid-19-principais-perguntas-respostas-sobre-vacina-pfizer-e-biontech. Acesso em: 29 de jan. 2021.